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  • Ivye Muniz

O que Miley Cyrus ensina sobre Storytelling e por que isso pode ser bom para sua marca




O fim de um amor serve de tema para músicas desde sempre. Um coração partido parece motivar muitos artistas, e muitos de seus trabalhos mais aclamados nasceram justamente dessa experiência.


O álbum “Lemonade”, da Beyoncé? Fruto de uma crise em seu casamento com o rapper Jay- Z. As sofrências do Jão, cantor que cada vez mais se torna um fenômeno no Brasil? Pois é, feitas sob medida para chorar por amor. Entre os muitos exemplos, o mais recente é o da cantora Miley Cyrus.


O sucesso “Flowers”, que está acampado no topo de paradas como Spotify e Billboard, explora o término de Miley e seu ex-marido, o ator Liam Hemsworth, conhecido por participar da franquia “Jogos Vorazes”. Fãs da cantora sempre souberam que o relacionamento dos dois passava por diversos altos e baixos, mas agora, Cyrus optou por abrir o jogo e contar sua história através da música… e quem não ama acompanhar um bom enredo? Melhor ainda, quem nunca passou por um término complicado?



Essa pode ser considerada uma das maiores receitas de sucesso usadas por artistas de vários gêneros e nichos: o Storytelling. Traduzido para o português, o termo é algo como “contação de histórias”, mas não pense que estamos falando de contos de fada. O Storytelling é o meio pelo qual uma narrativa é construída para atrair pessoas, seja ela uma novela, uma música, um livro, ou até mesmo uma marca.


Sim, o Storytelling já é uma realidade no Marketing e no mundo da Comunicação. A prática costuma ser usada para gerar identificação entre os clientes e uma marca ou empresa, que entende que seus consumidores são pessoas com histórias próprias. Qual a interseção entre o que a marca oferece e a história do cliente? Essa é a pergunta que o Storytelling tenta responder, construindo sua imagem, sua comunicação e a venda de seu serviço ou produto a partir de pontos comuns e reconhecíveis da experiência das pessoas.


É interessante perceber as nuances de como as marcas têm se comunicado para perceber o Storytelling em ação. A Tramontina, por exemplo, famosa por suas cobiçadas panelas e utensílios de cozinha, lançou a campanha “Bem-vindo à fase Tramontina da vida”. Ué, e o que seria a “fase Tramontina da vida”? Pela escolha dos personagens presentes nas ações, todos jovens adultos, já temos uma ideia. São essas as pessoas que conquistaram sua independência e seu próprio espaço, quem sabe morando sozinhos pela primeira vez, e que chegaram no momento da vida em que precisam equipar sua própria casa. A escolha, nesse caso, os itens precisam ser Tramontina.



Em “Flowers”, Miley Cyrus não apenas contou ao público sobre uma parte importante de sua vida (o que já conquista pela sinceridade), mas também tocou nas experiências de quem escuta o hit. A letra, que fala sobre superação, compartilha com os ouvintes uma narrativa de queda e superação, amor e perda, alegria e tristeza. De modo abstrato mas eficaz, Miley despertou e validou sentimentos, assim conseguindo encontrar um grande número de pessoas que se identificaram com a música.



Como a sua marca faz parte da vida das pessoas? Em qual momento da história do cliente o seu serviço ou produto chega até eles? Se você comanda uma empresa e quer entender como pode manter seus clientes e atrair novos, talvez responder a essas perguntas faça sentido. Investir em uma narrativa, no Storytelling, garante não apenas hits globais, mas também vendas e presença constante na vida de quem consome o que você produz.

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