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  • Eduarda Delorme

A Inteligência Artificial e sua (contestável) capacidade de substituir o ser humano


robô olhando para a foto

Desde o final de 2022, as Inteligências Artificiais (IA's) voltaram a ser assunto de muita relevância, após a criação e repercussão do ChatGPT, uma IA que interage de forma conversacional. Ela utiliza um método de análise de dados que automatiza a construção de modelos analíticos (machine learning) para responder perguntas e gerar texto em linguagem natural, com a finalidade de conversar e interagir com os usuários.


Considerando usos em serviços, hardware e software, o mercado global de inteligência artificial movimentou US$ 318 bilhões em 2020, US$ 383 bilhões em 2021 e US$ 450 bilhões em 2022. E, nos próximos anos, a tendência é de um crescimento muito acelerado. Para 2023, a expectativa é de US$ 450 bilhões movimentados, crescendo ano a ano até atingir US$ 900 bilhões em 2026.


Utilizamos inteligência artificial em diversas ferramentas do nosso cotidiano, fato que muitas vezes passa despercebido. O Google, por exemplo, ou qualquer outro instrumento de busca, é um tipo de aplicação da IA. Certas tarefas, como fazer o reconhecimento de objetos e pessoas pelo Google Imagens, necessitam do auxílio da inteligência.



Mão segurando celular com a página do Google aberta


A IA também é usada nas redes sociais, para recomendação de conteúdos de acordo com a preferência dos usuários; nos assistentes virtuais (como Siri e Alexa), que utilizam tecnologia de processamento de linguagem natural para entender comandos, executar tarefas e interagir com os usuários; no GPS; entre tantos outros exemplos que poderiam ser citados aqui.


Muitos pontos positivos podem ser relacionados às IA's, como a eficiência e a praticidade que elas oferecem. Não se pode negar que a inteligência artificial trouxe muitos benefícios para o dia a dia não só das pessoas, mas também das empresas. O uso da tecnologia para a classificação de itens, gestão de estoque, previsão de tendências e outros fins tornou essas tarefas mais simples e de menor custo, por exemplo.


Em relação ao cotidiano dos usuários comuns, as facilidades são ainda mais perceptíveis. Em poucos cliques, você pode ter acesso a basicamente qualquer informação que procura, desde uma pergunta simples para seu assistente virtual até qual o melhor caminho para chegar ao seu destino.



Alexa em cima da mesa


Por outro lado, as IA's também possuem seus perigos e malefícios. É importante termos cuidado com a nossa exposição, restringindo a quantidade de informações pessoais que essas empresas terão acesso. Também é preocupante o quão dependentes dessas tecnologias nos tornamos. Na contramão da ideia inicial, a nossa capacidade intelectual e de aprendizado fica mais limitada, em vez de se desenvolver e se expandir.


Outro ponto negativo desses instrumentos é o fato de que muitas pessoas estão sendo substituídas por robôs e outras ferramentas criadas pela inteligência artificial em suas profissões, o que pode levar ao desemprego e à mecanização de muitas funções que hoje são executadas por seres humanos.





Porém, apesar da força que as IA's possuem, os seres humanos nunca serão completamente substituídos pelos bots. Somos, na verdade, uma peça indispensável para a execução da inteligência artificial e para o aprimoramento das novas tecnologias, que servem para ajudar a melhorar o nível de qualidade de produtos e serviços, e não para tirar o lugar dos que já exercem esse papel.


O trabalho que um serviço virtual oferece não consegue alcançar as mesmas habilidades cognitivas de um indivíduo. Mesmo com tantas ferramentas, as inteligências artificiais acabam tendo algumas limitações inquestionáveis. E você, acha que essa troca completa de humanos por robôs seria a melhor opção para o futuro?


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